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Em resposta à crise, Stellantis vai produzir energia nas suas fábricas europeias

Carlos Tavares, presidente executivo da Stellantis, afirmou ontem que o grupo está atualmente a considerar efetuar investimentos “significativos” para produzir energia nas suas instalações na Europa, como parte do seu plano para responder à ameaça de corte de fornecimento de gás natural da Rússia.


“Estamos agora a preparar um plano muito forte de redução de energia”, disse o CEO da Stellantis durante uma videoconferência realizada nos bastidores do Salão Automóvel de Detroit. “Vamos fazer investimentos significativos para produzir a nossa própria energia no local”, disse Carlos Tavares. “Isso será decidido nos próximos dias”.


O presidente do grupo afirmou ainda que as fábricas da Stellantis têm espaço para painéis de energia solar adicionais. A empresa está a trabalhar em medidas para reduzir o consumo de energia, inspirada em parte nas medidas tomadas pelas empresas japonesas depois de a produção de energia naquele país ter sido seriamente afetada por um tsunami, em 2011.


Até ao momento, as operações europeias da Stellantis não foram afetadas pelas interrupções no fornecimento de gás russo, além dos maiores custos suportados. “É um elemento adicional do caos”, afirmou Carlos Tavares, além das interrupções na cadeia de fornecimento com que as empresas automóveis se debatem há mais de dois anos, em virtude da pandemia de COVID-19.


Carlos Tavares afirmou ainda que não existem planos para separar a Stellantis em unidades dedicadas à tecnologia elétrica e de combustão, respetivamente, como é estratégia de fabricantes como a Renault e a Ford: “Não vemos o negócio como um negócio obsoleto de um lado, e um novo negócio do outro”.

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